A pressa é inimiga da perfeição. Já ouviu falar nesse ditado? É uma frase antiga, mas que se encaixa perfeitamente no contexto de segurança nas estradas, execução de operações envolvendo frotas ou o cumprimento de obrigações legais. Ainda mais quando é associada à evasão de pedágio.
Além de colocar em risco o trânsito e a segurança de outros motoristas, a ação configura uma infração tipificada com aplicação de multa e pontuação na carteira do infrator. O ato também caracteriza um desvio de contribuição financeira para a manutenção de rodovias e pode acarretar problemas para a gestão de motoristas e frotas corporativas.
Esse é o tema do blog da semana e você confere, a partir de agora, a diferença entre evasão de pedágio e pedágio eletrônico, os tipos mais comuns de evasão, além de informações para conscientizar condutores e adaptar soluções ao seu modelo de gestão. Boa leitura!
Evasão de pedágio e pedágio eletrônico: o que cada um significa para a sua operação?
O pedágio eletrônico é um sistema automatizado de cobrança que utiliza TAG’s e antenas para registrar a passagem do veículo, debitando automaticamente o valor correspondente. Ele traz praticidade e eficiência, reduzindo o tempo de deslocamento e facilitando o controle financeiro da operação.
Já a evasão de pedágio ocorre quando um veículo passa pela praça sem efetuar o pagamento, seja de forma intencional ou por falhas no sistema de cobrança. Essa prática pode gerar multas, encargos e prejuízos à imagem da empresa, além de comprometer a regularidade da frota.
Por que é importante conscientizar os motoristas a não realizarem a evasão do pedágio?
A evasão de pedágio nada mais é do que o ato de “furar o pedágio”, evitar as cancelas ou encontrar formas de burlar o sistema de cobrança.
Segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a infração é considerada grave e gera multa de R$ 195,23, além de somar 5 pontos na carteira de habilitação do condutor. O que pode gerar suspensão ou cassação da CNH e dificultar a renovação do documento, fundamental para exercer a atividade de motorista.
Um ponto de preocupação que vale destacar é que os pedágios ajudam a estabelecer limites de velocidade e controlar o fluxo das estradas. Ao desviar ou passar direto, o condutor pode colocar a própria segurança e a de outros motoristas em risco. Segundo a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), em 2022, foram registrados 725 acidentes envolvendo evasão de pedágios.
Para empresas, as consequências podem chegar via processos judiciais e penalidades administrativas, pela responsabilidade sobre o veículo. A cobrança para quitar a dívida é feita junto do licenciamento dos veículos e pode elevar os custos.
Por isso, é muito importante conversar com seus condutores e definir ações para impedir a evasão de pedágios, como programas de segurança no trânsito e TAG’s de cobrança automática.
O vale-pedágio obrigatório, por exemplo, é uma alternativa que assegura o pagamento antecipado das tarifas e otimiza os custos com pedágio. Conheça mais essa solução.
4 tipos mais comuns de evasão de pedágio que podem gerar prejuízos para sua frota
A evasão pode acontecer de diferentes formas, e conhecer os principais tipos ajuda a identificar e prevenir ocorrências. Entre os casos mais comuns estão:
- Não pagamento por falha ou desatenção: ocorre quando o motorista passa pela cancela sem perceber que a tag não foi reconhecida, deixando o valor em aberto;
- Fuga proposital: quando há a tentativa de burlar o sistema, passando pela cancela, logo atrás de outro veículo para evitar o pagamento;
- Adulteração de placas: prática ilegal usada para mascarar a identificação do veículo, dificultando a cobrança e o rastreamento;
- Tag mal posicionada ou desativada: ainda que sem má-fé, configura evasão, pois impede a leitura correta pelo sistema eletrônico.
Todas essas situações demandam atenção e acompanhamento constante por parte do gestor de frotas, que deve monitorar as passagens e garantir que os veículos estejam devidamente equipados e cadastrados nos sistemas de pedágio eletrônico.
Seu motorista passou pelo pedágio sem pagar? Confira como corrigir a situação
Quando um motorista passa por um pedágio sem efetuar o pagamento, o primeiro passo é agir rapidamente para regularizar a situação e evitar cobranças indevidas ou penalizações.
Oriente os condutores a comunicarem o ocorrido assim que perceberem o erro, verificando se o débito não foi processado automaticamente ou se houve falha de leitura da TAG. Caso o pagamento não tenha sido registrado, é importante entrar em contato com a concessionária responsável para corrigir a pendência.
Além disso, a empresa pode utilizar sistemas de monitoramento e relatórios de passagem para acompanhar os trajetos em tempo real, facilitando a identificação de inconsistências. Se houver indício de evasão proposital, o gestor deve registrar o caso conforme a política de frotas da empresa, reforçando as normas de conduta e a importância do cumprimento das regras de trânsito e operação.
Saiba mais: Gestão de pedágio: menos gastos e mais eficiência na frota
4 dicas para evitar a evasão e manter a segurança nas rodovias
A conscientização dos motoristas pode evitar as consequências da evasão do pedágio e, mais do que isso, contribuir para uma gestão de frotas eficiente. Confira abaixo algumas dicas para não receber multas, aumentar a segurança dos condutores e incentivar boas práticas de trânsito
1. Conheça as leis e os pedágios de cada região
Ao elaborar o planejamento das rotas, pesquise informações sobre o trânsito e a presença de pedágios nos locais de destino. Isso inclui o planejamento dos custos com as tarifas, a adequação dos veículos ao pagamento automático e controle de limites de velocidade, por exemplo.
Busque se atualizar sobre as leis vigentes e reforce as regras com seus motoristas sempre que possível. A orientação preventiva ajuda a evitar infrações, reduzir custos e garantir uma condução mais segura.
2. Esteja atento às condições dos veículos
Realize manutenções preventivas com frequência e verifique se a placa está legível e o funcionamento do veículo está em conformidade. Garantir que tudo esteja em ordem evita imprevistos que possam comprometer a operação e a chegada ao destino.
Veículos bem cuidados e com a manutenção em dia trazem ganho de desempenho, economia de combustível e segurança, todos os fatores que impactam diretamente os resultados da gestão de frotas.
3. Utilize meios de pagamento automático
As TAG’s de pagamento automático são uma forma de agilizar a passagem pelos pedágios, o que facilita a rotina dos motoristas. Antes de preparar a rota, certifique-se de que os meios de pagamento estão configurados e serão aceitos.
Dessa maneira, as filas são evitadas e os comprovantes de pagamento gerados automaticamente. No modelo free-flow, a rotina de pagamento é ainda mais eficiente, já que a cobrança é enviada após a passagem do veículo e pode ser reconhecida de duas formas: pela TAG ou pela placa.
4. Planeje as rotas
Ao definir os trajetos com antecedência, o gestor pode identificar pontos de pedágio, estimar despesas, evitar vias congestionadas e programar paradas estratégicas para abastecimento ou descanso dos motoristas.
Além disso, usar ferramentas de rastreamento e telemetria auxilia no monitoramento em tempo real das viagens, permitindo ajustes rápidos em caso de desvios de rota ou falhas no pagamento eletrônico. Um planejamento bem estruturado reduz riscos e contribui para uma frota mais eficiente e segura.
Como uma solução free-flow pode otimizar os gastos da frota?
O sistema de pedágio free-flow utiliza a tecnologia de leitura das TAG’s e das placas dos veículos para realizar a cobrança de forma automática, após a passagem pelo pedágio. Seu principal objetivo é otimizar o trânsito nas rodovias e o trabalho dos motoristas, já que dispensa a parada nas cabines ou a espera pela liberação do sistema de TAG.
O dispositivo ainda está em fase de testes, mas a proposta é que o condutor ou a empresa façam um cadastro no aplicativo da concessionária e procurem pelo banner “free-flow” para ativar e utilizar o serviço. O pagamento pode ser feito até 15 dias após a passagem pelo pedágio, oferecendo mais flexibilidade e controle financeiro.
Entre as principais vantagens da adoção do free-flow estão:
- Redução do congestionamento próximo às praças de pedágio;
- Maior fluidez do trânsito e redução de paradas;
- Mais conveniência e praticidade para os motoristas;
- Eficiência na cobrança de tarifas;
- Redução de custos operacionais na administração dos pedágios.
ValePass: a solução ideal para simplificar os pagamentos de pedágio da sua frota
O ValePass é a solução da ValeCard que garante agilidade e redução de custos nas operações envolvendo a frota corporativa. Com ele, o gestor tem controle centralizado dos gastos, relatórios detalhados de utilização e integração completa com o sistema de gestão da empresa.
Além disso, o ValePass contribui para o ganho de desempenho operacional, eliminando retrabalhos e simplificando o processo de pagamento de pedágios em todo o território nacional. É uma ferramenta que facilita o caminho para uma gestão de frotas mais moderna, segura e eficiente. Saiba mais sobre a solução!
