Preço da gasolina recua em 21 estados do País em novembro, aponta ValeCard
Etanol e diesel registraram aumento no preço médio em relação ao mês anterior
Em novembro, o preço médio da gasolina foi de R$ 6,371, uma queda de R$-0,017 (-0,27%) em relação ao mês de outubro, quando custava R$ 6,388. Já o litro do etanol registrou alta de R$ 0,014 (+0,31%), chegando a R$ 4,469, enquanto o diesel apresentou leve aumento de R$ 0,001 (+0,02%), com preço médio de R$ 6,293.
Os dados são do levantamento da ValeCard, empresa especializada em meios de pagamento, soluções de mobilidade e benefícios corporativos, que considerou transações realizadas entre 1º e 26 de novembro em mais de 25 mil postos de combustíveis em todo o país.
O levantamento tem como base os pagamentos realizados nos postos da rede credenciada, refletindo os valores médios efetivamente pagos pelos motoristas.
Combustível | out/25 | nov/25 | Variação mensal (R$) | Variação mensal (%) |
Gasolina | 6,388 | 6,371 | -0,017 | -0,27% |
Etanol | 4,455 | 4,469 | 0,014 | 0,31% |
Diesel S-10 | 6,292 | 6,293 | 0,001 | 0,02% |
A queda de 0,27% no preço médio da gasolina no país, apontada pelo levantamento da ValeCard, reflete diretamente a redução de 4,9% aplicada pela Petrobras para as distribuidoras no mês passado. Para Marcelo Braga, diretor de Mobilidade e Operações da ValeCard, o reajuste representa um possível alívio no orçamento dos consumidores.
“A redução finalmente começou a ser integralmente repassada ao consumidor final ao longo de novembro. Como já havíamos observado no mês passado, existe uma defasagem natural entre o reajuste realizado pela estatal e o valor percebido nas bombas, em função do tempo de renovação dos estoques ao longo da cadeia de distribuição. Esse ciclo, que pode levar de dias a algumas semanas, agora se completou na maior parte do país. O movimento deste mês reforça exatamente essa dinâmica: diversos estados que haviam registrado altas relevantes em outubro apresentaram quedas expressivas em novembro, evidenciando que o impacto da redução chegou ao varejo”, afirma Braga.
Seis estados registram alta no valor da gasolina
Dos 27 estados do país, apenas 6 registraram alta na gasolina, em três regiões diferentes: centro-oeste, nordeste e sudeste. A maior foi no Distrito Federal (+0,56%), seguida por Alagoas (+0,53%). No Nordeste, o Piauí também teve aumento no combustível (+0,22%). O Mato Grosso foi o segundo do Centro-oeste (+0,24%). Na região Sudeste, São Paulo e Espírito Santo apresentaram reajuste no valor, de 0,10% e 0,02%, respectivamente.
Gasolina recua nos estados que mais haviam subido no mês anterior
O Rio Grande do Norte lidera o ranking nacional com a maior queda percentual em novembro (-3,29%). O preço médio da gasolina passou de R$ 6,419 em outubro para R$ 6,208 em novembro — uma redução de 21 centavos. O movimento confirma a correção esperada: em outubro, o estado havia registrado uma das maiores altas do país, com aumento de quase 20 centavos em relação a setembro (de R$ 6,237 para R$ 6,419). Agora, o recuo praticamente devolve o salto observado no mês anterior.
No Norte, a maior queda percentual da região foi registrada no Acre (-1,92%), onde o preço médio recuou de R$ 7,594 para R$ 7,448 — uma redução de 14 centavos. Mesmo assim, o estado segue com um dos valores mais altos do combustível no país, agora ocupando a segunda posição, já que Roraima passou a liderar o ranking nacional. Em Roraima, a gasolina ficou em R$ 7,501 após uma queda mais leve, de 0,41% (de R$ 7,532). O Amapá, que em outubro havia registrado o maior aumento percentual do país (+1,83%), agora apresentou uma queda praticamente equivalente (-1,85%). Nos outros quatro estados da região Norte, o comportamento também foi de recuo.
Confira abaixo as variações de preços e o custo médio por litro da gasolina em cada estado:
Estado | out/25 | nov/25 | Variação (R$) | Variação (%) |
AC | 7,594 | 7,448 | -0,146 | -1,92% |
AL | 6,621 | 6,656 | 0,035 | 0,53% |
AM | 7,104 | 7,082 | -0,022 | -0,31% |
AP | 7,175 | 7,042 | -0,133 | -1,85% |
BA | 6,465 | 6,444 | -0,021 | -0,32% |
CE | 6,563 | 6,526 | -0,037 | -0,56% |
DF | 6,399 | 6,435 | 0,036 | 0,56% |
ES | 6,587 | 6,588 | 0,001 | 0,02% |
GO | 6,438 | 6,409 | -0,029 | -0,45% |
MA | 6,247 | 6,238 | -0,009 | -0,14% |
MG | 6,326 | 6,311 | -0,015 | -0,24% |
MS | 6,380 | 6,366 | -0,014 | -0,22% |
MT | 6,569 | 6,585 | 0,016 | 0,24% |
PA | 6,785 | 6,775 | -0,010 | -0,15% |
PB | 6,148 | 6,131 | -0,017 | -0,28% |
PE | 6,561 | 6,468 | -0,093 | -1,42% |
PI | 6,284 | 6,298 | 0,014 | 0,22% |
PR | 6,513 | 6,471 | -0,042 | -0,64% |
RJ | 6,262 | 6,242 | -0,020 | -0,32% |
RN | 6,419 | 6,208 | -0,211 | -3,29% |
RO | 6,955 | 6,932 | -0,023 | -0,33% |
RR | 7,532 | 7,501 | -0,031 | -0,41% |
RS | 6,241 | 6,221 | -0,020 | -0,32% |
SC | 6,335 | 6,304 | -0,031 | -0,49% |
SE | 6,751 | 6,689 | -0,062 | -0,92% |
SP | 6,174 | 6,180 | 0,006 | 0,10% |
TO | 6,708 | 6,701 | -0,007 | -0,10% |
No Sudeste, o Espírito Santo foi o único estado a registrar queda no preço médio do etanol (-1,82%), passando de R$ 4,943 em outubro para R$ 4,853 em novembro. Ainda assim, o recuo não compensa a forte alta observada no mês anterior, quando o estado teve a segunda maior elevação percentual do país (+4,95%).
São Paulo registrou a segunda maior alta da região, com avanço de 0,64%, embora siga com o menor preço do etanol no país (R$ 4,226). O Rio de Janeiro também acompanhou a tendência de alta, com aumento de 0,87%. Já Minas Gerais, que havia apresentado queda no mês passado, voltou a subir, registrando elevação de 0,46%.
Na região Nordeste, todos os estados registraram quedas significativas no preço médio do etanol, dando continuidade ao movimento de recuo iniciado no mês anterior. Pernambuco liderou o país com a maior redução (-4,34%), passando de R$ 4,881 para R$ 4,669 — uma diferença de 21 centavos. O estado já havia apresentado queda no mês passado, de 1,49%.
A Paraíba acumula dois meses consecutivos de recuos superiores a dois pontos percentuais: -2,75% em novembro e -2,11% em outubro. O Rio Grande do Norte, que havia liderado as quedas na região no mês passado (-2,51%), manteve a trajetória de baixa, agora com -2,14%.
Maranhão e Bahia, que no levantamento anterior haviam registrado aumento, inverteram o movimento e apresentaram queda neste mês: -2,35% e -1,76%, respectivamente. Na sequência, aparecem Sergipe (-1,42%), Ceará (-1,34%), Alagoas (-0,86%) e Piauí (-0,19%), todos acompanhando a tendência regional de redução no etanol.
Região Norte:
Na região Norte, Acre e Amapá mantiveram os preços de etanol do mês anterior, em R$ 5,290 e R$ 4,290, respectivamente. Roraima apresentou a maior alta percentual do país (+3,14%), com aumento de 15 centavos — de R$ 4,846 para R$ 4,998. Rondônia subiu 1,99% em novembro. Já Pará e Tocantins tiveram quedas discretas, de -0,02% e -0,14%, respectivamente.
Região Centro-Oeste:
No Centro-Oeste, Goiás — que havia registrado a maior alta percentual da região e do país em outubro (+5,35%) — apresentou uma leve queda nos preços em novembro (-0,02%). Já Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal, que tiveram recuo no mês passado, voltaram a subir, com aumentos de 0,78% e 1,37%, respectivamente. Mato Grosso manteve a tendência de alta e registrou avanço de 0,18% neste mês.
Sul
Todos os estados do Sul registraram queda nos valores do etanol, com destaque para o Rio Grande do Sul, que teve a maior queda percentual da região (-1,24%), passando de R$ 4,739 para R$ 4,680. Paraná e Santa Catarina também registraram quedas percentuais, de -0,13% e -0,15%, respectivamente.
Confira abaixo as variações de preços e custo médio por litro do etanol em cada estado:
Estado | out/25 | nov/25 | Variação (R$) | Variação (%) |
AC | 5,290 | 5,290 | 0,000 | 0,00% |
AL | 5,105 | 5,061 | -0,044 | -0,86% |
AM | 5,180 | 5,163 | -0,017 | -0,33% |
AP | 4,290 | 4,290 | 0,000 | 0,00% |
BA | 4,766 | 4,682 | -0,084 | -1,76% |
CE | 4,846 | 4,781 | -0,065 | -1,34% |
DF | 4,610 | 4,673 | 0,063 | 1,37% |
ES | 4,943 | 4,853 | -0,090 | -1,82% |
GO | 4,590 | 4,589 | -0,001 | -0,02% |
MA | 5,070 | 4,951 | -0,119 | -2,35% |
MG | 4,540 | 4,561 | 0,021 | 0,46% |
MS | 4,350 | 4,384 | 0,034 | 0,78% |
MT | 4,423 | 4,431 | 0,008 | 0,18% |
PA | 4,865 | 4,864 | -0,001 | -0,02% |
PB | 4,542 | 4,417 | -0,125 | -2,75% |
PE | 4,881 | 4,669 | -0,212 | -4,34% |
PI | 4,740 | 4,731 | -0,009 | -0,19% |
PR | 4,490 | 4,484 | -0,006 | -0,13% |
RJ | 4,618 | 4,658 | 0,040 | 0,87% |
RN | 4,813 | 4,710 | -0,103 | -2,14% |
RO | 4,963 | 5,062 | 0,099 | 1,99% |
RR | 4,846 | 4,998 | 0,152 | 3,14% |
RS | 4,739 | 4,680 | -0,059 | -1,24% |
SC | 4,722 | 4,715 | -0,007 | -0,15% |
SE | 5,077 | 5,005 | -0,072 | -1,42% |
SP | 4,199 | 4,226 | 0,027 | 0,64% |
TO | 4,934 | 4,927 | -0,007 | -0,14% |
Onde compensa abastecer com etanol?
Segundo a ValeCard, para que o uso de etanol hidratado compense financeiramente em relação à gasolina, descontando fatores como autonomias individuais de cada veículo, o valor do litro do combustível renovável deve ser igual ou inferior a 70% do preço do litro do combustível fóssil. Considerando essa metodologia, veja abaixo os estados que valem a pena abastecer com etanol:
Estado | Média Gasolina Comum | Média Etanol Comum | Percentual (Etanol/Gasolina) |
AC | 7,448 | 5,290 | 71% |
AL | 6,656 | 5,061 | 76% |
AM | 7,082 | 5,163 | 73% |
AP | 7,042 | 4,290 | 61% |
BA | 6,444 | 4,682 | 73% |
CE | 6,526 | 4,781 | 73% |
DF | 6,435 | 4,673 | 73% |
ES | 6,588 | 4,853 | 74% |
GO | 6,409 | 4,589 | 72% |
MA | 6,238 | 4,951 | 79% |
MG | 6,311 | 4,561 | 72% |
MS | 6,366 | 4,384 | 69% |
MT | 6,585 | 4,431 | 67% |
PA | 6,775 | 4,864 | 72% |
PB | 6,131 | 4,417 | 72% |
PE | 6,468 | 4,669 | 72% |
PI | 6,298 | 4,731 | 75% |
PR | 6,471 | 4,484 | 69% |
RJ | 6,242 | 4,658 | 75% |
RN | 6,208 | 4,710 | 76% |
RO | 6,932 | 5,062 | 73% |
RR | 7,501 | 4,998 | 67% |
RS | 6,221 | 4,680 | 75% |
SC | 6,304 | 4,715 | 75% |
SE | 6,689 | 5,005 | 75% |
SP | 6,180 | 4,226 | 68% |
TO | 6,701 | 4,927 | 74% |
Região Sul: Duas maiores altas do país e o diesel mais barato do Brasil
O Sul, que havia registrado quedas generalizadas em outubro, apresentou uma mudança significativa em novembro. Santa Catarina teve a maior alta do diesel S-10 no Brasil, passando de R$ 6,032 para R$ 6,120 (+1,46%). O Rio Grande do Sul, avançou de R$ 5,961 para R$ 6,024 (+1,06%), mas segue com o diesel mais barato do país, mesmo após a alta. O Paraná apresentou queda, de R$ 6,123 para R$ 6,073 (-0,82%), a maior queda percentual do combustível no país.
Região Centro-Oeste: quedas generalizadas
O Centro-Oeste apresentou queda em todos os estados, comportamento mais uniforme do que no mês anterior. A maior redução foi em Mato Grosso do Sul, de R$ 6,441 para R$ 6,403 (-0,59%). Mato Grosso passou de R$ 6,571 para R$ 6,557 (-0,21%). Goiás caiu de R$ 6,143 para R$ 6,137 (-0,10%), e o Distrito Federal recuou de R$ 6,191 para R$ 6,187 (-0,06%).
Apesar das quedas, nenhum estado do Centro-Oeste figura entre os preços mais baratos do país. Todos permanecem acima de R$ 6,10.
Região Norte:
O Norte rompeu o padrão de fortes quedas registradas em outubro e apresentou um movimento misto em novembro. O Acre manteve o diesel mais caro do Brasil, estável em R$ 7,424. O Amapá, que havia caído em outubro, teve agora a maior alta da região, passando de R$ 6,943 para R$ 7,029 (+1,24%).
Roraima também voltou a subir, de R$ 7,043 para R$ 7,071 (+0,40%), mantendo-se entre os preços mais altos do país. Entre as quedas, o Pará recuou de R$ 6,696 para R$ 6,667 (-0,43%) e Rondônia caiu de R$ 6,837 para R$ 6,806 (-0,45%). A região segue concentrando os maiores valores médios do Brasil.
Região Nordeste
O Nordeste deixou o comportamento de altas generalizadas visto em outubro e apresentou oscilações mais suaves em novembro. A Paraíba teve a maior alta regional, subindo de R$ 6,012 para R$ 6,053 (+0,68%). O Piauí avançou de R$ 6,391 para R$ 6,422 (+0,49%), seguido por Pernambuco, de R$ 6,131 para R$ 6,157 (+0,42%). Entre as quedas, o destaque foi o Rio Grande do Norte, que caiu de R$ 6,232 para R$ 6,184 (-0,77%), uma das maiores reduções do país. O Maranhão reduziu de R$ 6,248 para R$ 6,222 (-0,42%).
Região Sudeste
O Sudeste manteve o comportamento já observado no mês anterior, com variações mínimas. São Paulo apresentou leve alta, de R$ 6,201 para R$ 6,203 (+0,03%). Espírito Santo caiu de R$ 6,406 para R$ 6,396 (-0,16%). O Rio de Janeiro recuou de R$ 6,381 para R$ 6,372 (-0,14%). Minas Gerais subiu de R$ 6,342 para R$ 6,343 (+0,02%).
Confira abaixo a variação dos preços médios por litro de diesel S-10 em cada estado:
Estado | out/25 | nov/25 | Variação (R$) | Variação (%) |
AC | 7,424 | 7,424 | 0,000 | 0,00% |
AL | 6,528 | 6,510 | -0,018 | -0,28% |
AM | 6,660 | 6,662 | 0,002 | 0,03% |
AP | 6,943 | 7,029 | 0,086 | 1,24% |
BA | 6,292 | 6,344 | 0,052 | 0,83% |
CE | 6,293 | 6,300 | 0,007 | 0,11% |
DF | 6,191 | 6,187 | -0,004 | -0,06% |
ES | 6,406 | 6,396 | -0,010 | -0,16% |
GO | 6,143 | 6,137 | -0,006 | -0,10% |
MA | 6,248 | 6,222 | -0,026 | -0,42% |
MG | 6,342 | 6,343 | 0,001 | 0,02% |
MS | 6,441 | 6,403 | -0,038 | -0,59% |
MT | 6,571 | 6,557 | -0,014 | -0,21% |
PA | 6,696 | 6,667 | -0,029 | -0,43% |
PB | 6,012 | 6,053 | 0,041 | 0,68% |
PE | 6,131 | 6,157 | 0,026 | 0,42% |
PI | 6,391 | 6,422 | 0,031 | 0,49% |
PR | 6,123 | 6,073 | -0,050 | -0,82% |
RJ | 6,381 | 6,372 | -0,009 | -0,14% |
RN | 6,232 | 6,184 | -0,048 | -0,77% |
RO | 6,837 | 6,806 | -0,031 | -0,45% |
RR | 7,043 | 7,071 | 0,028 | 0,40% |
RS | 5,961 | 6,024 | 0,063 | 1,06% |
SC | 6,032 | 6,120 | 0,088 | 1,46% |
SE | 6,367 | 6,339 | -0,028 | -0,44% |
SP | 6,201 | 6,203 | 0,002 | 0,03% |
TO | 6,346 | 6,366 | 0,020 | 0,32% |
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