Diesel S-10 dispara em março, com altas acima de 13% em algumas regiões
Diesel avança em 24 estados, gasolina em 26, etanol mantém alta mais moderada
Os preços dos combustíveis voltaram a subir no Brasil em março, com o diesel liderando o movimento de forma disseminada e registrando as maiores variações do período. Em alguns estados, as altas superaram 13%, como no Rio Grande do Sul (+13,75%), Santa Catarina (+13,52%) e Maranhão (+13,28%), evidenciando uma pressão relevante sobre os custos de transporte e logística.
O movimento reforça a tendência de alta observada nas últimas semanas, em meio a um cenário internacional mais tensionado e com impacto direto sobre o abastecimento e a formação de preços no país. O levantamento da ValeCard, feito com base em transações realizadas entre 1º e 26 de março em mais de 25 mil postos credenciados, mostra que o diesel S-10 teve alta média de 9,26% no período.
A gasolina também avançou e só registrou queda em Roraima, enquanto o etanol apresentou alta mais moderada, consolidando um cenário de pressão generalizada nos combustíveis ao longo do mês.
Na média nacional, a gasolina passou de R$ 6,462 em fevereiro para R$ 6,706 em março, alta de R$ 0,244 (+3,78%). O etanol subiu de R$ 4,785 para R$ 4,847 (+1,30%), enquanto o diesel S-10 registrou a maior variação do período, avançando de R$ 6,309 para R$ 6,893, aumento de R$ 0,584 (+9,26%).
O levantamento da empresa especializada em meios de pagamento, soluções de mobilidade e benefícios corporativos, tem como base os pagamentos realizados nos postos da rede credenciada, refletindo os valores médios efetivamente pagos pelos motoristas.
Combustível | fev/26 | mar/26 | Variação mensal (R$) | Variação mensal (%) |
Gasolina | 6,462 | 6,706 | 0,244 | 3,78% |
Etanol | 4,785 | 4,847 | 0,062 | 1,30% |
Diesel S-10 | 6,309 | 6,893 | 0,584 | 9,26% |
Esse movimento marca uma nova rodada de pressão sobre os combustíveis, com impacto mais direto no diesel principal insumo da logística e, portanto, com efeito imediato sobre os custos de transporte e a inflação.
Segundo Marcelo Braga, diretor de Mobilidade e Operações da ValeCard, a alta observada em março está diretamente ligada ao cenário internacional, especialmente à escalada das tensões no Oriente Médio e ao fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo transportado globalmente por via marítima.
“Os dados de março mostram uma retomada da pressão sobre os combustíveis, com o diesel reagindo de forma mais intensa ao cenário externo. Esse movimento elevou os custos de importação e exigiu ajustes mais relevantes para recompor a paridade e garantir o abastecimento. Esse é um cenário que temos acompanhado diariamente por meio da nossa base transacional e dos dashboards que disponibilizamos para cliente e o mercado, que permitem observar variações em tempo quase real e identificar movimentos mais acentuados em determinadas regiões, que nem sempre aparecem com a mesma intensidade nas médias. A gasolina acompanhou esse movimento ao longo da cadeia, mesmo sem repasses imediatos nas refinarias, enquanto o etanol teve uma alta mais moderada, influenciada por fatores sazonais, como a entressafra da cana e diferenças regionais de oferta. O que se observa é um mercado ainda sensível ao cenário internacional e à necessidade de equilíbrio entre preço e garantia de oferta”, afirma Braga.
Link do Dashboard: https://www.valecard.com.br/acompanhamento-abastecimento/
Diesel S-10
Centro-Oeste: aumentos expressivos, com avanços próximos de R$ 0,70 por litro
No Centro-Oeste, todos os estados apresentaram alta relevante, com aumentos que, em alguns casos, se aproximam de R$ 0,70 por litro. Goiás liderou o avanço regional, passando de R$ 6,132 para R$ 6,868 — alta de R$ 0,736 (+12,00%). No Distrito Federal, o preço subiu de R$ 6,199 para R$ 6,857, avanço de R$ 0,658 (+10,61%). Mato Grosso do Sul passou de R$ 6,438 para R$ 6,959, com aumento de R$ 0,521 (+8,09%), enquanto Mato Grosso foi de R$ 6,624 para R$ 7,088, alta de R$ 0,464 (+7,00%).
Sul: região concentra maiores altas, com aumentos acima de R$ 0,80
A região Sul concentrou os maiores aumentos do país em março, com variações que ultrapassam R$ 0,80 por litro. O Rio Grande do Sul registrou a maior alta percentual nacional, passando de R$ 5,999 para R$ 6,824 — avanço de R$ 0,825 (+13,75%). Em Santa Catarina, o preço subiu de R$ 6,137 para R$ 6,967, alta de R$ 0,830 (+13,52%), enquanto o Paraná passou de R$ 6,090 para R$ 6,871, com aumento de R$ 0,781 (+12,82%).
Norte: cenário heterogêneo, com altas relevantes e quedas pontuais
Na região Norte, o comportamento foi misto. Tocantins liderou as altas, passando de R$ 6,296 para R$ 6,906 — avanço de R$ 0,610 (+9,69%). Rondônia subiu de R$ 6,627 para R$ 7,204, alta de R$ 0,577 (+8,71%), enquanto o Pará foi de R$ 6,687 para R$ 7,071, aumento de R$ 0,384 (+5,74%). O Amazonas também avançou, passando de R$ 6,638 para R$ 6,850 — alta de R$ 0,212 (+3,19%).
Na contramão, o Amapá registrou a maior queda percentual do país, passando de R$ 7,088 para R$ 6,671 — recuo de R$ 0,417 (-5,88%) e o menor preço médio nacional no mês. O Acre caiu de R$ 7,297 para R$ 7,211 (-R$ 0,086; -1,18%), mas manteve o maior preço do país, enquanto Roraima recuou de R$ 7,146 para R$ 7,070 (-R$ 0,076; -1,06%).
Nordeste: altas disseminadas, com aumentos superiores a R$ 0,80
No Nordeste, todos os estados registraram aumento, com algumas das maiores variações absolutas do país. O Maranhão se destacou ao passar de R$ 6,226 para R$ 7,053 — alta de R$ 0,827 (+13,28%). Pernambuco avançou de R$ 6,171 para R$ 6,880, aumento de R$ 0,709 (+11,49%), enquanto a Paraíba foi de R$ 6,082 para R$ 6,726, com alta de R$ 0,644 (+10,59%). O Ceará subiu de R$ 6,342 para R$ 6,972 (+R$ 0,630; +9,93%) e o Piauí de R$ 6,432 para R$ 7,045 (+R$ 0,613; +9,53%).
Também registraram aumentos o Rio Grande do Norte, de R$ 6,369 para R$ 6,974 (+R$ 0,605; +9,50%), Sergipe, de R$ 6,340 para R$ 6,928 (+R$ 0,588; +9,27%), Bahia, de R$ 6,316 para R$ 6,802 (+R$ 0,486; +7,69%), e Alagoas, de R$ 6,550 para R$ 6,900 (+R$ 0,350; +5,34%).
Sudeste: avanço consistente, com altas próximas de R$ 0,65
No Sudeste, o diesel também registrou alta em todos os estados. São Paulo apresentou a maior variação regional, passando de R$ 6,223 para R$ 6,873 — alta de R$ 0,650 (+10,45%). Minas Gerais foi de R$ 6,362 para R$ 6,913 (+R$ 0,551; +8,66%), enquanto o Espírito Santo avançou de R$ 6,462 para R$ 6,902 (+R$ 0,440; +6,81%) e o Rio de Janeiro de R$ 6,422 para R$ 6,841 (+R$ 0,419; +6,52%).
Confira abaixo a variação dos preços médios por litro de diesel S-10 em cada estado:
Estado | fev/26 | mar/26 | Variação (R$) | Variação (%) |
AC | 7,297 | 7,211 | -0,086 | -1,18% |
AL | 6,550 | 6,900 | 0,350 | 5,34% |
AM | 6,638 | 6,850 | 0,212 | 3,19% |
AP | 7,088 | 6,671 | -0,417 | -5,88% |
BA | 6,316 | 6,802 | 0,486 | 7,69% |
CE | 6,342 | 6,972 | 0,630 | 9,93% |
DF | 6,199 | 6,857 | 0,658 | 10,61% |
ES | 6,462 | 6,902 | 0,440 | 6,81% |
GO | 6,132 | 6,868 | 0,736 | 12,00% |
MA | 6,226 | 7,053 | 0,827 | 13,28% |
MG | 6,362 | 6,913 | 0,551 | 8,66% |
MS | 6,438 | 6,959 | 0,521 | 8,09% |
MT | 6,624 | 7,088 | 0,464 | 7,00% |
PA | 6,687 | 7,071 | 0,384 | 5,74% |
PB | 6,082 | 6,726 | 0,644 | 10,59% |
PE | 6,171 | 6,880 | 0,709 | 11,49% |
PI | 6,432 | 7,045 | 0,613 | 9,53% |
PR | 6,090 | 6,871 | 0,781 | 12,82% |
RJ | 6,422 | 6,841 | 0,419 | 6,52% |
RN | 6,369 | 6,974 | 0,605 | 9,50% |
RO | 6,627 | 7,204 | 0,577 | 8,71% |
RR | 7,146 | 7,070 | -0,076 | -1,06% |
RS | 5,999 | 6,824 | 0,825 | 13,75% |
SC | 6,137 | 6,967 | 0,830 | 13,52% |
SE | 6,340 | 6,928 | 0,588 | 9,27% |
SP | 6,223 | 6,873 | 0,650 | 10,45% |
TO | 6,296 | 6,906 | 0,610 | 9,69% |
Gasolina sobe em 26 estados, com destaque para o Nordeste
A gasolina também apresentou alta disseminada em março, com avanço em 26 estados brasileiros. Em algumas regiões, os aumentos foram mais expressivos, com variações que chegaram a R$ 0,62 no período, como na Bahia, além de avanços próximos de R$ 0,50 em estados como Pernambuco e Maranhão.
Nordeste: avanço generalizado e maiores altas do país
Em março, o Nordeste registrou alta em todos os estados, concentrando algumas das maiores variações do Brasil. A Bahia liderou o ranking nacional, com o litro passando de R$ 6,498 em fevereiro para R$ 7,124 em março (+9,63%), um aumento de R$ 0,626. Na sequência aparecem Maranhão, que subiu de R$ 6,242 para R$ 6,731 (+7,83%), e Pernambuco, de R$ 6,668 para R$ 7,150 (+7,23%), com avanços próximos ou superiores a R$ 0,48 no período. Também se destacam Piauí, de R$ 6,405 para R$ 6,843 (+6,84%), e Rio Grande do Norte, que passou de R$ 6,549 para R$ 6,995 (+6,81%). Também registraram altas relevantes Paraíba, de R$ 6,182 para R$ 6,568 (+6,24%), e Sergipe, de R$ 6,675 para R$ 7,065 (+5,84%). Ceará, de R$ 6,681 para R$ 6,918 (+3,55%), e Alagoas, de R$ 6,671 para R$ 6,875 (+3,06%), completam o cenário de elevação disseminada na região.
Norte: Única queda do país
No Norte, Roraima foi o único estado do Brasil a registrar queda no preço da gasolina, passando de R$ 7,432 em fevereiro para R$ 7,374 em março (-0,78%). Nos demais estados, o movimento foi de alta. Tocantins teve o maior avanço regional, de R$ 6,751 para R$ 7,108 (+5,29%), seguido por Rondônia, de R$ 6,899 para R$ 7,213 (+4,55%), e Pará, de R$ 6,801 para R$ 7,099 (+4,38%).
Também avançaram Amapá, de R$ 7,045 para R$ 7,316 (+3,85%), Acre, de R$ 7,436 para R$ 7,577 (+1,90%) — mantendo o maior preço do país e Amazonas, de R$ 7,091 para R$ 7,173 (+1,16%).
Centro-Oeste: altas moderadas e comportamento mais estável
No Centro-Oeste, todos os estados registraram aumento, com variações mais moderadas em relação a outras regiões e menor volatilidade ao longo do mês.
O Distrito Federal apresentou a maior alta regional, passando de R$ 6,385 para R$ 6,623 (+3,73%), seguido por Mato Grosso, de R$ 6,639 para R$ 6,868 (+3,45%), e Mato Grosso do Sul, de R$ 6,449 para R$ 6,643 (+3,01%). Goiás teve a menor variação do país, com leve alta de 0,59%, indo de R$ 6,465 para R$ 6,503.
Sudeste: avanço consistente ao longo do mês
No Sudeste, o movimento também foi de alta em todos os estados, com reajustes distribuídos ao longo de março.
São Paulo passou de R$ 6,302 para R$ 6,528 (+3,59%), enquanto o Rio de Janeiro foi de R$ 6,362 para R$ 6,561 (+3,13%). Minas Gerais avançou de R$ 6,427 para R$ 6,618 (+2,97%), e o Espírito Santo registrou a menor variação regional, de R$ 6,659 para R$ 6,792 (+2,00%).
Sul: menores preços do país, apesar das altas
Na região Sul, os três estados também registraram aumento, embora mantenham alguns dos menores preços médios do país.
O Rio Grande do Sul apresentou a maior alta regional (+2,46%), passando de R$ 6,272 para R$ 6,426 ainda assim, o menor valor médio nacional no mês. No Paraná, o preço subiu de R$ 6,572 para R$ 6,730 (+2,40%), enquanto Santa Catarina registrou a menor variação da região, de R$ 6,523 para R$ 6,621 (+1,50%).
Confira abaixo as variações de preços e o custo médio por litro da gasolina em cada estado:
Estado | fev/26 | mar/26 | Variação (R$) | Variação (%) |
AC | 7,436 | 7,577 | 0,141 | 1,90% |
AL | 6,671 | 6,875 | 0,204 | 3,06% |
AM | 7,091 | 7,173 | 0,082 | 1,16% |
AP | 7,045 | 7,316 | 0,271 | 3,85% |
BA | 6,498 | 7,124 | 0,626 | 9,63% |
CE | 6,681 | 6,918 | 0,237 | 3,55% |
DF | 6,385 | 6,623 | 0,238 | 3,73% |
ES | 6,659 | 6,792 | 0,133 | 2,00% |
GO | 6,465 | 6,503 | 0,038 | 0,59% |
MA | 6,242 | 6,731 | 0,489 | 7,83% |
MG | 6,427 | 6,618 | 0,191 | 2,97% |
MS | 6,449 | 6,643 | 0,194 | 3,01% |
MT | 6,639 | 6,868 | 0,229 | 3,45% |
PA | 6,801 | 7,099 | 0,298 | 4,38% |
PB | 6,182 | 6,568 | 0,386 | 6,24% |
PE | 6,668 | 7,150 | 0,482 | 7,23% |
PI | 6,405 | 6,843 | 0,438 | 6,84% |
PR | 6,572 | 6,730 | 0,158 | 2,40% |
RJ | 6,362 | 6,561 | 0,199 | 3,13% |
RN | 6,549 | 6,995 | 0,446 | 6,81% |
RO | 6,899 | 7,213 | 0,314 | 4,55% |
RR | 7,432 | 7,374 | -0,058 | -0,78% |
RS | 6,272 | 6,426 | 0,154 | 2,46% |
SC | 6,523 | 6,621 | 0,098 | 1,50% |
SE | 6,675 | 7,065 | 0,390 | 5,84% |
SP | 6,302 | 6,528 | 0,226 | 3,59% |
TO | 6,751 | 7,108 | 0,357 | 5,29% |
Etanol avança moderadamente e mantém vantagem competitiva em apenas três estados
Em março, o etanol registrou alta mais moderada na média nacional (+1,30%) e apresentou comportamento heterogêneo entre os estados, com variações positivas e quedas pontuais ao longo do país. Apesar disso, o levantamento da ValeCard mostra que o combustível segue economicamente vantajoso para abastecimento em apenas três estados, Amapá, Mato Grosso e Roraima, considerando a relação de preço frente à gasolina.
Nordeste: maiores altas do país, mas com recuos pontuais
No Nordeste, o cenário foi misto, com predominância de altas. Sergipe liderou o avanço nacional, passando de R$ 5,014 em fevereiro para R$ 5,319 em março (+6,08%). Em seguida, aparece Piauí, que foi de R$ 4,889 para R$ 5,181 (+5,97%), Bahia foi de R$ 4,885 para R$ 5,128 (+4,97%), Maranhão, que passou de R$ 5,081 para R$ 5,186 (+2,07%), Paraíba, que foi de R$ 4,649 para R$ 4,734 (+1,83%), e Pernambuco, que passou de R$ 5,214 para R$ 5,279 (+1,25%). Na contramão, Rio Grande do Norte registrou forte queda de R$ 5,337 para R$ 4,976 (-6,76%), seguido por Ceará foi de R$ 5,243 para R$ 5,189 (-1,03%), e Alagoas, que passou de R$ 5,353 para R$ 5,330 (-0,43%).
Norte: altas predominam, com quedas expressivas
No Norte, a maior parte dos estados registrou alta. O Acre avançou de R$ 5,257 para R$ 5,509 (+4,79%), seguido por Pará, que foi de R$ 5,016 para R$ 5,220 (+4,07%), Rondônia, que foi de R$ 5,334 para R$ 5,534 (+3,75%) — maior preço do combustível do Brasil —, Amazonas, que passou de R$ 5,427 para R$ 5,519 (+1,70%), e Amapá, que apesar do aumento de 0,31%, registrou o menor preço do etanol do Brasil, indo de R$ 4,490 para R$ 4,504.
Por outro lado, Roraima apresentou a maior queda do Brasil, recuando de R$ 5,498 para R$ 5,023 (-8,64%), seguido por Tocantins, que foi de R$ 5,334 para R$ 5,307 (-0,51%).
Centro-Oeste: variações mistas, com destaque para queda em Goiás
No Centro-Oeste, o Distrito Federal registrou a maior alta regional, passando de R$ 5,070 para R$ 5,243 (+3,41%). Mato Grosso do Sul também avançou, indo de R$ 4,593 para R$ 4,690 (+2,11%), e Mato Grosso, passou de R$ 4,691 para R$ 4,721 (+0,64%).
Goiás foi o único estado com queda, passando de R$ 4,904 para R$ 4,755 (-3,04%).
Sudeste: altas moderadas em todos os estados
No Sudeste, todos os estados registraram aumento nos preços do etanol. O Rio de Janeiro teve a maior alta regional (+1,32%), passando de R$ 5,077 para R$ 5,144. Em seguida, aparece Minas Gerais, que subiu de R$ 4,890 para R$ 4,978 (+1,80%), São Paulo, que foi R$ 4,567 para R$ 4,612 (+0,99%) — mantendo um dos menores preços do país — e Espírito Santo, que passou de R$ 5,070 para R$ 5,118 (+0,95%).
Sul: aumentos leves e cenário estável
Na região Sul, o movimento foi de alta moderada nos três estados. O Paraná registrou a maior variação percentual regional, passando de R$ 4,733 para R$ 4,810 (+1,63%). Já o Rio Grande do Sul subiu de R$ 4,937 para R$ 4,991 (+1,09%), enquanto Santa Catarina apresentou a menor alta, de R$ 5,025 para R$ 5,055 (+0,60%).
Confira abaixo as variações de preços e custo médio por litro do etanol em cada estado:
Estado | fev/26 | mar/26 | Variação (R$) | Variação (%) |
AC | 5,257 | 5,509 | 0,252 | 4,79% |
AL | 5,353 | 5,330 | -0,023 | -0,43% |
AM | 5,427 | 5,519 | 0,092 | 1,70% |
AP | 4,490 | 4,504 | 0,014 | 0,31% |
BA | 4,885 | 5,128 | 0,243 | 4,97% |
CE | 5,243 | 5,189 | -0,054 | -1,03% |
DF | 5,070 | 5,243 | 0,173 | 3,41% |
ES | 5,070 | 5,118 | 0,048 | 0,95% |
GO | 4,904 | 4,755 | -0,149 | -3,04% |
MA | 5,081 | 5,186 | 0,105 | 2,07% |
MG | 4,890 | 4,978 | 0,088 | 1,80% |
MS | 4,593 | 4,690 | 0,097 | 2,11% |
MT | 4,691 | 4,721 | 0,030 | 0,64% |
PA | 5,016 | 5,220 | 0,204 | 4,07% |
PB | 4,649 | 4,734 | 0,085 | 1,83% |
PE | 5,214 | 5,279 | 0,065 | 1,25% |
PI | 4,889 | 5,181 | 0,292 | 5,97% |
PR | 4,733 | 4,810 | 0,077 | 1,63% |
RJ | 5,077 | 5,144 | 0,067 | 1,32% |
RN | 5,337 | 4,976 | -0,361 | -6,76% |
RO | 5,334 | 5,534 | 0,200 | 3,75% |
RR | 5,498 | 5,023 | -0,475 | -8,64% |
RS | 4,937 | 4,991 | 0,054 | 1,09% |
SC | 5,025 | 5,055 | 0,030 | 0,60% |
SE | 5,014 | 5,319 | 0,305 | 6,08% |
SP | 4,567 | 4,612 | 0,045 | 0,99% |
TO | 5,334 | 5,307 | -0,027 | -0,51% |
Onde compensa abastecer com etanol?
Segundo a ValeCard, para que o uso de etanol hidratado compense financeiramente em relação à gasolina, descontando fatores como autonomias individuais de cada veículo, o valor do litro do combustível renovável deve ser igual ou inferior a 70% do preço do litro do combustível fóssil. Considerando essa metodologia, veja abaixo os estados que valem a pena abastecer com etanol:
Estado | Média Gasolina Comum | Média Etanol Comum | Percentual (Etanol/Gasolina) |
AC | 7,577 | 5,509 | 73% |
AL | 6,875 | 5,330 | 78% |
AM | 7,173 | 5,519 | 77% |
AP | 7,316 | 4,504 | 62% |
BA | 7,124 | 5,128 | 72% |
CE | 6,918 | 5,189 | 75% |
DF | 6,623 | 5,243 | 79% |
ES | 6,792 | 5,118 | 75% |
GO | 6,503 | 4,755 | 73% |
MA | 6,731 | 5,186 | 77% |
MG | 6,618 | 4,978 | 75% |
MS | 6,643 | 4,690 | 71% |
MT | 6,868 | 4,721 | 69% |
PA | 7,099 | 5,220 | 74% |
PB | 6,568 | 4,734 | 72% |
PE | 7,150 | 5,279 | 74% |
PI | 6,843 | 5,181 | 76% |
PR | 6,730 | 4,810 | 71% |
RJ | 6,561 | 5,144 | 78% |
RN | 6,995 | 4,976 | 71% |
RO | 7,213 | 5,534 | 77% |
RR | 7,374 | 5,023 | 68% |
RS | 6,426 | 4,991 | 78% |
SC | 6,621 | 5,055 | 76% |
SE | 7,065 | 5,319 | 75% |
SP | 6,528 | 4,612 | 71% |
TO | 7,108 | 5,307 | 75% |
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