Gasolina e Etanol registram alta do preço médio em outubro, aponta ValeCard
Segundo levantamento, diesel tem leve queda por dois meses consecutivos
Em outubro, o preço médio da gasolina foi de R$ 6,388, um aumento de R$ 0,014 (+0,22%) em relação a setembro, quando custava R$ 6,374. O litro do etanol também registrou alta de R$ 0,013 (+0,29%), chegando a R$ 4,455, enquanto o diesel apresentou leve recuo de R$ 0,006 (-0,10%), com preço médio de R$ 6,292.
Os dados são do levantamento da ValeCard, empresa especializada em meios de pagamento, soluções de mobilidade e benefícios corporativos, que considerou transações realizadas entre 1º e 26 de outubro em mais de 25 mil postos de combustíveis em todo o país.
O levantamento tem como base os pagamentos realizados nos postos da rede credenciada, refletindo os valores médios efetivamente pagos pelos motoristas.
Combustível | set/25 | out/25 | Variação mensal (R$) | Variação mensal (%) |
Gasolina | 6,374 | 6,388 | 0,014 | 0,22% |
Etanol | 4,442 | 4,455 | 0,013 | 0,29% |
Diesel S-10 | 6,298 | 6,292 | -0,006 | -0,10% |
Apesar da redução de 4,9% no preço da gasolina anunciada pela Petrobras em 21 de outubro, o recuo ainda não foi percebido pela maioria dos consumidores. Segundo Marcelo Braga, diretor de Mobilidade e Operações da ValeCard, a queda no preço ao consumidor final depende do repasse feito pelas distribuidoras.
“A redução costuma chegar aos motoristas de forma gradual, à medida que os postos realizam novas compras. No entanto, o corte anunciado não será integralmente refletido nas bombas, já que cerca de 30% da gasolina é composta por etanol. Além disso, fatores como impostos estaduais e federais, e as margens das distribuidoras e dos postos também influenciam o preço final, o que faz com que a queda seja menor”, explica Braga.
No Sudeste, três dos quatro estados registraram aumento no preço da gasolina em outubro. O Espírito Santo liderou a alta, com avanço de 0,90% — passando de R$ 6,528 em setembro para R$ 6,587 em outubro. O Rio de Janeiro teve aumento de 0,40% (de R$ 6,237 para R$ 6,262), enquanto São Paulo apresentou leve alta de 0,03%, passando de R$ 6,172 para R$ 6,174, e perdeu o posto de estado com a gasolina mais barata do país. Já Minas Gerais registrou queda de 0,74%, com o preço médio recuando de R$ 6,373 para R$ 6,326.
No Norte, o Acre voltou a registrar a gasolina mais cara do país após dois meses de queda, com alta de 0,78% (de R$ 7,535 para R$ 7,594). A região também concentrou o maior aumento percentual do Brasil, no Amapá, onde o litro subiu 1,83% (de R$ 7,046 para R$ 7,175). No mês anterior, o estado havia registrado o maior recuo do país (-1,66%). Dos outros cinco estados da região, apenas o Tocantins apresentou alta (+0,19%). Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima registraram queda no valor médio da gasolina.
Região Nordeste: Maior aumento percentual e gasolina mais barata
Diferentemente de setembro, quando a maioria dos estados nordestinos registrou queda, em outubro o cenário se inverteu: cinco dos nove estados apresentaram alta no preço do combustível. O Rio Grande do Norte liderou o ranking nacional com o maior aumento percentual do país (+2,92%), o que representa quase R$ 0,20 de diferença (de R$ 6,237 em setembro para R$ 6,419 em outubro). Em seguida aparecem Alagoas (+0,78%), Pernambuco (+0,74%), Bahia (+0,33%) e Sergipe (+0,10%).
Apesar das altas, a região continua com a gasolina mais barata do Brasil. A Paraíba tem o menor valor médio nacional, R$ 6,148, após queda de -0,47%. Também registraram retração Maranhão (-0,89%) — maior queda percentual do país —, Ceará (-0,17%) e Piauí (-0,05%).
No Centro-Oeste, o Goiás teve o segundo maior aumento do país, com alta de 1,96%, seguido por Mato Grosso (+0,08%) e Mato Grosso do Sul (+0,05%). O Distrito Federal manteve queda pelo segundo mês consecutivo, com recuo de 0,64%.
Já a região Sul registrou aumento em todos os três estados, acompanhando a tendência nacional de leve alta no preço médio da gasolina.
Confira abaixo as variações de preços e o custo médio por litro da gasolina em cada estado:
Estado | set/25 | out/25 | Variação (R$) | Variação (%) |
AC | 7,535 | 7,594 | 0,059 | 0,78% |
AL | 6,570 | 6,621 | 0,051 | 0,78% |
AM | 7,148 | 7,104 | -0,044 | -0,62% |
AP | 7,046 | 7,175 | 0,129 | 1,83% |
BA | 6,444 | 6,465 | 0,021 | 0,33% |
CE | 6,574 | 6,563 | -0,011 | -0,17% |
DF | 6,440 | 6,399 | -0,041 | -0,64% |
ES | 6,528 | 6,587 | 0,059 | 0,90% |
GO | 6,314 | 6,438 | 0,124 | 1,96% |
MA | 6,303 | 6,247 | -0,056 | -0,89% |
MG | 6,373 | 6,326 | -0,047 | -0,74% |
MS | 6,377 | 6,380 | 0,003 | 0,05% |
MT | 6,564 | 6,569 | 0,005 | 0,08% |
PA | 6,805 | 6,785 | -0,02 | -0,29% |
PB | 6,177 | 6,148 | -0,029 | -0,47% |
PE | 6,513 | 6,561 | 0,048 | 0,74% |
PI | 6,287 | 6,284 | -0,003 | -0,05% |
PR | 6,462 | 6,513 | 0,051 | 0,79% |
RJ | 6,237 | 6,262 | 0,025 | 0,40% |
RN | 6,237 | 6,419 | 0,182 | 2,92% |
RO | 6,997 | 6,955 | -0,042 | -0,60% |
RR | 7,583 | 7,532 | -0,051 | -0,67% |
RS | 6,214 | 6,241 | 0,027 | 0,43% |
SC | 6,330 | 6,335 | 0,005 | 0,08% |
SE | 6,744 | 6,751 | 0,007 | 0,10% |
SP | 6,172 | 6,174 | 0,002 | 0,03% |
TO | 6,695 | 6,708 | 0,013 | 0,19% |
No Sudeste, o Espírito Santo apresentou a segunda maior alta percentual do país (+4,95%), com o preço médio do etanol subindo de R$ 4,710 em setembro para R$ 4,943 em outubro. Pelo segundo mês consecutivo, São Paulo registrou alta de 0,24%, mas manteve o menor valor médio do combustível no país, a R$ 4,199. No Rio de Janeiro, houve leve aumento de 0,02% (de R$ 4,617 para R$ 4,618), resultado mais moderado que o do mês anterior, quando a alta havia sido de 0,79%. Já Minas Gerais seguiu na contramão dos demais estados da região, com recuo de 0,18%, passando de R$ 4,548 para R$ 4,540.
Dos nove estados do Nordeste, sete registraram queda no preço médio do etanol. Repetindo o comportamento do mês anterior, o Rio Grande do Norte teve o maior recuo da região (-2,51%), com o litro passando de R$ 4,937 para R$ 4,813 — uma diferença de aproximadamente R$ 0,12. Em seguida aparecem Paraíba (-2,11%), Pernambuco (-1,49%), Sergipe (-1,24%), Alagoas (-1,07%), Piauí (-0,88%) e Ceará (-0,59%). Já Maranhão e Bahia foram exceções, com aumento de 0,74% e 0,13%, respectivamente.
No Norte, o Acre manteve o preço estável em R$ 5,290 pelo quarto mês consecutivo, permanecendo com o etanol mais caro do Brasil. O Amapá teve a maior queda percentual do país (-8,20%), com diferença de quase R$ 0,40 em relação a setembro (de R$ 4,673 para R$ 4,290). O Amazonas segue com o segundo maior valor médio nacional (R$ 5,180), mesmo após leve recuo de 0,25%. Na sequência aparece o Pará, com redução de 0,12%.
Entre os demais estados da região, Rondônia (+1,33%), Roraima (+0,19%) e Tocantins (+0,33%) registraram alta no preço do combustível.
Região Centro-Oeste: Maior alta do País
Assim como ocorreu com a gasolina, o Goiás registrou a maior alta percentual da região e do país (+5,35%), com diferença de R$ 0,23 em relação a setembro (de R$ 4,357 para R$ 4,590). O Mato Grosso também apresentou aumento, de 0,75%. Já Mato Grosso do Sul (-0,39%) e o Distrito Federal (-0,88%) registraram queda no preço do etanol.
Confira abaixo as variações de preços e custo médio por litro do etanol em cada estado:
Estado | set/25 | out/25 | Variação (R$) | Variação (%) |
AC | 5,290 | 5,290 | 0 | 0,00% |
AL | 5,160 | 5,105 | -0,055 | -1,07% |
AM | 5,193 | 5,180 | -0,013 | -0,25% |
AP | 4,673 | 4,290 | -0,383 | -8,20% |
BA | 4,760 | 4,766 | 0,006 | 0,13% |
CE | 4,875 | 4,846 | -0,029 | -0,59% |
DF | 4,651 | 4,610 | -0,041 | -0,88% |
ES | 4,710 | 4,943 | 0,233 | 4,95% |
GO | 4,357 | 4,590 | 0,233 | 5,35% |
MA | 5,033 | 5,070 | 0,037 | 0,74% |
MG | 4,548 | 4,540 | -0,008 | -0,18% |
MS | 4,367 | 4,350 | -0,017 | -0,39% |
MT | 4,390 | 4,423 | 0,033 | 0,75% |
PA | 4,871 | 4,865 | -0,006 | -0,12% |
PB | 4,640 | 4,542 | -0,098 | -2,11% |
PE | 4,955 | 4,881 | -0,074 | -1,49% |
PI | 4,782 | 4,740 | -0,042 | -0,88% |
PR | 4,496 | 4,490 | -0,006 | -0,13% |
RJ | 4,617 | 4,618 | 0,001 | 0,02% |
RN | 4,937 | 4,813 | -0,124 | -2,51% |
RO | 4,898 | 4,963 | 0,065 | 1,33% |
RR | 4,837 | 4,846 | 0,009 | 0,19% |
RS | 4,719 | 4,739 | 0,02 | 0,42% |
SC | 4,718 | 4,722 | 0,004 | 0,08% |
SE | 5,141 | 5,077 | -0,064 | -1,24% |
SP | 4,189 | 4,199 | 0,01 | 0,24% |
TO | 4,918 | 4,934 | 0,016 | 0,33% |
Onde compensa abastecer com etanol?
Segundo a ValeCard, para que o uso de etanol hidratado compense financeiramente em relação à gasolina, descontando fatores como autonomias individuais de cada veículo, o valor do litro do combustível renovável deve ser igual ou inferior a 70% do preço do litro do combustível fóssil. Considerando essa metodologia, veja abaixo os estados que valem a pena abastecer com etanol:
Estado | Média Gasolina Comum | Média Etanol Comum | Percentual (Etanol/Gasolina) |
AC | 7,594 | 5,290 | 70% |
AL | 6,621 | 5,105 | 77% |
AM | 7,104 | 5,180 | 73% |
AP | 7,175 | 4,290 | 60% |
BA | 6,465 | 4,766 | 74% |
CE | 6,563 | 4,846 | 74% |
DF | 6,399 | 4,610 | 72% |
ES | 6,587 | 4,943 | 75% |
GO | 6,438 | 4,590 | 71% |
MA | 6,247 | 5,070 | 81% |
MG | 6,326 | 4,540 | 72% |
MS | 6,380 | 4,350 | 68% |
MT | 6,569 | 4,423 | 67% |
PA | 6,785 | 4,865 | 72% |
PB | 6,148 | 4,542 | 74% |
PE | 6,561 | 4,881 | 74% |
PI | 6,284 | 4,740 | 75% |
PR | 6,513 | 4,490 | 69% |
RJ | 6,262 | 4,618 | 74% |
RN | 6,419 | 4,813 | 75% |
RO | 6,955 | 4,963 | 71% |
RR | 7,532 | 4,846 | 64% |
RS | 6,241 | 4,739 | 76% |
SC | 6,335 | 4,722 | 75% |
SE | 6,751 | 5,077 | 75% |
SP | 6,174 | 4,199 | 68% |
TO | 6,708 | 4,934 | 74% |
Diferentemente de setembro, quando Roraima tinha o diesel mais caro do país (R$ 7,489), em outubro o estado registrou a maior redução nacional (-5,96%), com diferença de R$ 0,44, passando para R$ 7,043. Mesmo com a queda, Roraima ainda ocupa a segunda posição entre os estados com os preços mais altos do Brasil.
O Acre retomou o primeiro lugar, com o valor médio de R$ 7,424, mesmo após leve recuo de 0,64% em relação a setembro. Em seguida, também registraram quedas o Amazonas (-1,68%) e o Amapá (-1,62%). Já Rondônia (+0,66%) e Tocantins (+1,21%) apresentaram alta no preço do combustível.
No Nordeste, sete dos nove estados registraram aumento no preço do diesel. O maior avanço ocorreu em Alagoas (+0,97%), seguido por Pernambuco (+0,77%), Piauí (+0,65%), Sergipe (+0,49%), Maranhão (+0,47%), Rio Grande do Norte (+0,34%) e Paraíba (+0,03%). Bahia (-0,10%) e Ceará (-0,03%) tiveram quedas discretas.
Em outubro, os preços do diesel apresentaram variação mista na região. O Distrito Federal (-0,77%) e Goiás (-0,03%) registraram queda, enquanto o Mato Grosso do Sul (+0,34%) e o Mato Grosso (+0,05%) tiveram leve alta.
Pelo segundo mês consecutivo, todos os estados da região Sul registraram queda no preço do diesel. O Rio Grande do Sul alcançou o menor valor médio do país (R$ 5,961), após redução de 1,68% em relação a setembro (R$ 6,063).
A maior queda da região foi observada em Santa Catarina (-1,74%), seguida pelo Paraná (-0,36%).
Confira abaixo a variação dos preços médios por litro de diesel S-10 em cada estado:
Estado | set/25 | out/25 | Variação (R$) | Variação (%) |
AC | 7,472 | 7,424 | -0,048 | -0,64% |
AL | 6,465 | 6,528 | 0,063 | 0,97% |
AM | 6,774 | 6,660 | -0,114 | -1,68% |
AP | 7,057 | 6,943 | -0,114 | -1,62% |
BA | 6,298 | 6,292 | -0,006 | -0,10% |
CE | 6,295 | 6,293 | -0,002 | -0,03% |
DF | 6,239 | 6,191 | -0,048 | -0,77% |
ES | 6,377 | 6,406 | 0,029 | 0,45% |
GO | 6,145 | 6,143 | -0,002 | -0,03% |
MA | 6,219 | 6,248 | 0,029 | 0,47% |
MG | 6,348 | 6,342 | -0,006 | -0,09% |
MS | 6,419 | 6,441 | 0,022 | 0,34% |
MT | 6,568 | 6,571 | 0,003 | 0,05% |
PA | 6,712 | 6,696 | -0,016 | -0,24% |
PB | 6,010 | 6,012 | 0,002 | 0,03% |
PE | 6,084 | 6,131 | 0,047 | 0,77% |
PI | 6,350 | 6,391 | 0,041 | 0,65% |
PR | 6,145 | 6,123 | -0,022 | -0,36% |
RJ | 6,362 | 6,381 | 0,019 | 0,30% |
RN | 6,211 | 6,232 | 0,021 | 0,34% |
RO | 6,792 | 6,837 | 0,045 | 0,66% |
RR | 7,489 | 7,043 | -0,446 | -5,96% |
RS | 6,063 | 5,961 | -0,102 | -1,68% |
SC | 6,139 | 6,032 | -0,107 | -1,74% |
SE | 6,336 | 6,367 | 0,031 | 0,49% |
SP | 6,214 | 6,201 | -0,013 | -0,21% |
TO | 6,270 | 6,346 | 0,076 | 1,21% |
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