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Qualidade de crédito do consumidor volta ao patamar pré-crise, aponta Serasa Experian


Qualidade de crédito do consumidor volta ao patamar pré-crise, aponta Serasa Experian
19/04/2010

O Indicador Serasa Experian da Qualidade de Crédito do Consumidor, que avalia numa escala de 0 a 100 a qualidade de crédito do consumidor ? quanto maior, melhor a qualidade de crédito, portanto menor é a probabilidade de inadimplência, caso este consumidor venha a requerer crédito ? registrou alta de 0,7% no primeiro trimestre de 2010, atingindo o valor de 79,2. Com este resultado, o Indicador Serasa Experian da Qualidade de Crédito do Consumidor retornou ao patamar vigente ao final do segundo semestre de 2008, ou seja, anterior à eclosão da crise-financeira internacional (setembro/08).

A melhora na qualidade de crédito do consumidor observada no 1º trimestre de 2010 está relacionada com os impactos positivos da recuperação do mercado de trabalho (ampliação do emprego e dos rendimentos reais) sobre a capacidade de pagamento dos consumidores. Também contribui para este cenário o fato de que as taxas de juros entraram em trajetória de declínio, na esteira do ciclo de abrandamento monetário vigente em quase todo o ano de 2009 e início de 2010, tornando o custo dos financiamentos mais acessíveis.

Vale a pena salientar que a alta observada no primeiro trimestre do Indicador Serasa Experian da Qualidade de Crédito do Consumidor foi a segunda consecutiva após o indicador ter atingido o seu patamar mínimo histórico no 3º trimestre de 2009 (78,2).

Análise Regional

Na análise regional, verifica-se que a região Sul é a única a se situar acima da média nacional (79,2), registrando a marca de 84,2. Em seguida temos o Sudeste, com 79,0, praticamente empatado com a média nacional. Já a região Norte teve a pior qualidade de crédito, marcando 75,7. O Centro-Oeste (77,1) e o Nordeste (78,3) também ficaram abaixo da média nacional.

Comparativamente ao trimestre anterior (4º trimestre de 2009), a região onde se observou a maior recuperação na qualidade de crédito do consumidor foi a região Norte (alta de 1,4%), seguida pela Centro-Oeste (alta de 1,0%). Tal fato pode ser explicado pelo impacto positivo da recuperação dos preços das commodities no mercado internacional no agronegócio, e pela expansão da indústria de bens de consumo duráveis, importantes setores para as regiões Centro-Oeste e Norte, respectivamente.

Todas as demais regiões brasileiras registraram melhora na qualidade de crédito dos seus consumidores na passagem do 4º trimestre de 2009 para o 1º trimestre de 2010: Região Sul (+0,5%), Região Sudeste (+0,6%) e Região Nordeste (+0,9%).

Análise por Rendimento Pessoal Mensal

Por faixa de renda, a classe que ganha até R$ 500,00 por mês é a que possui o menor índice de qualidade de crédito (74,8). No outro extremo, a classe acima de R$ 10 mil registra o melhor indicador, 93,1, seguida pela renda de R$ 5 mil a 10 mil (92,8). Assim, a qualidade de crédito do consumidor tende a ser positivamente correlacionada com a sua renda.

Na classificação por rendimento mensal, a maior alta na qualidade de crédito do consumidor no 1º trimestre de 2010, comparativamente ao trimestre imediatamente anterior, deu-se na classe de renda mais baixa, isto é, para as pessoas cujo rendimento mensal é de até R$ 500,00 (alta de 2,3%). A recuperação do mercado de trabalho e os mecanismos oficiais de transferência de renda, com foco nas camadas menos favorecidas da sociedade, contribuíram para a diminuição do risco de inadimplência dos consumidores da faixa mais baixa de rendimento mensal.

Todas as demais camadas de renda ? exceto os consumidores que ganham mais de R$ 10 mil por mês ? registraram melhora na qualidade de crédito no primeiro trimestre de 2010. Isto pode ser explicado pelo fato de que a demanda de crédito dos consumidores de renda mais elevada foi pouco afetada durante a crise, favorecendo a contínua expansão do seu endividamento, o que sempre tende a agregar um pouco mais de risco (maior probabilidade de inadimplência).

Fonte: Serasa Experian


 
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